Me aproximo e boto meu time em campo, pergunto seu nome, onde estuda, idade, busco interesses em comum, enfrento um time fechado, com uma defesa afastando toda e qualquer possibilidade de aproximação.

Na busca por uma tática diferente, brinco com suas amigas citando seu nome, boto meu time pelas pontas, e é por lá que consigo o primeiro ataque. Reparo que você começa a sorrir com minhas brincadeiras, como sempre elogio seu sorriso, e faço graça, arranco mais um sorriso, me aproximo um pouco mais, nossos rostos estão próximos, você recua um pouco afastando meu ataque novamente me deparo com a truculência adversária.

Meus amigos começam a me apressar, como se a torcida estivesse impaciente começam a me chamar, o tempo está acabando, boto o time todo pra frente, começo a te bajular, ponho a mão no seu rosto e te deixo sem graça, arranco um, dois, três sorrisos, você fica vermelha e mexe no cabelo. O sinal que faltava, chego mais perto, mão na cintura, corpos juntos, meu time está inteiro no ataque, a bola é lançada na área, a torcida prende a respiração, é gol.

Bruno Amador