Os dados são lançados, você joga primeiro e ganha quem resistir mais, sua mão lentamente sobe até a minha nuca, você faz aquela cara de quem vai fazer algo suspeito, e eu aos poucos me arrependo de não ter sido o peão branco nesse nosso xadrez particular. Você, minha rainha, me domina, mostra todo o seu poder, anda em todos os sentidos possíveis nesse tabuleiro, você usa e abusa dos teus lábios e dentes de uma forma que só você sabe usar, morde meu lábio, pescoço, cochicha no meu ouvido, com a sua mão vai trilhando seu caminho, começa nas costas, arranha meu peito, costelas, e… Xeque-mate.

Bruno Amador